10 espumantes que o vão fazer borbulhar de alegria

Na vitória merecemos, na derrota precisamos. Palavras sábias sobre o champanhe atribuídas ora a Churchill ora a Napoleão, e mesmo que não tenham sido exactamente estas fixam o efeito regenerador e retemperador das pequenas bolhinhas em nós. Momentos de consumo não faltam. Percorra a fotogaleria para ver 10 espumantes recomendados pelo crítico de comida e vinhos Fernando Melo.

Chamamos champanhe ao vinho efervescente a que tiramos a rolha sem saca-rolhas pela pressão a que se encontra dentro da garrafa. Em rigor, devia reservar-se a designação para o que é produzido apenas na região francesa de Champagne, ao nosso e de toda a parte devíamos chamar simplesmente espumante.

O princípio de produção - método champanhês - é basicamente o mesmo. Produz-se um vinho de base a partir de uvas normalmente ainda não totalmente maduras, engarrafa-se juntamente com leveduras que induzem uma segunda fermentação, com o duplo efeito da efervescência criada na garrafa a indução da complexidade que faz toda a diferença. No instante derradeiro faz-se o dégorgement, substituindo-se a carica pela rolha de cortiça aramada que vemos nas garrafas de espumante. Estágio, castas, estilos e tempos de estágio - que pode ser de vários anos - fazem com que cada casa tenha a sua assinatura própria. E tal como o vinho do Porto Vintage, tudo se desenrola dentro da garrafa. Vamos pelo nosso gosto, como em tudo, e vamos bem, mas há imperativos de um bom espumante que devemos procurar. Os mais importantes são a complexidade e a a bolha fina. Cordão mais ou menos veloz, a sequência hipnotizante das bolhas no copo deve ser ligada e consistente, como se de uma nascente infinita se tratasse. A complexidade é um aspecto mais subjectivo, e está ligada a técnicas ancestrais e a questões de património de vinhas, cultura e hábitos. Quando são utilizadas apenas uvas brancas, dizemos tratar-se de um blanc de blancs e é o perfil mais festivo e aberto e directo que encontramos.

Por oposição, quando temos um espumante feito a partir de castas tintas no regime chamado de bica aberta, conseguimos chegar ao supremo da complexidade, blanc de noirs. O recém-criado espumante Baga Bairrada enquadra-se nesse perfil e devemos olhar para ele mais de perto. Deixamos uma pequena selecção para fazer as suas próprias experiências e decidir por si. Sirva sempre entre os 5ºC e os 7ºC.

Percorra a fotogaleria para ver 10 espumantes recomendados pelo crítico de comida e vinhos Fernando Melo.

Fonte: Evasões

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