Vitorino Silva

Opinião

O que (não faz) falta!

O debate das rádios (Antena 1, Rádio Renascença e TSF), dedicado às presidenciais, cumpriu o seu propósito, com notável moderação e genericamente com boa argumentação. O estado de emergência dominou uma boa parte do debate, sobretudo a inicial, num instante demorado preenchido pela pandemia, sem impedir a discussão daí em diante, sobre a justiça, os poderes do Presidente, a Constituição, a formação do Governo dos Açores, passando, entre outros assuntos, pela regionalização. Tudo quanto, na minha opinião, importa para estas eleições e é possível introduzir e desenvolver num debate deste género. Pelo calendário - por ser o último encontro previsto entre todos os candidatos, antes do próximo dia 24 - e pelo contexto da pandemia - que transformou os media no palco primordial da campanha eleitoral - o debate nas rádios teve um papel importante, dentro daquilo que é a sua influência relativa na opinião pública e, em particular, no eleitorado.

Debate a sete

Marcelo a sair "airoso" entre candidatos a olhar para o umbigo

Os analistas políticos esperam que no último confronto televisivo, nesta noite na RTP, o recandidato a Belém volte a sobressair. E que os opositores se foquem na mensagem para os seus eleitorados e não cometam o erro de eleger Ventura como o alvo. Entretanto, Marcelo fez um teste positivo e outo negativo à covid, mas a televisão pública mantém o debate agendado.