Francisco

Anselmo Borges

O Papa Francisco e o desporto. 3

Os jornalistas da Gazzeta dello Sport perguntaram-lhe se tinha pensado em escrever uma encíclica sobre o desporto. Francisco: "Explicitamente não, mas há muitos elementos dispersos nas minhas intervenções, sugerindo, por exemplo, como o desporto pode ajudar ou pelo menos dar um contributo para a globalização dos direitos. A cada quatro anos há os Jogos Olímpicos, que podem servir de farol para os navegantes: a pessoa no centro, a pessoa orientada para o seu desenvolvimento, a defesa da dignidade de todas as pessoas. Contribuir para a construção de um mundo melhor, sem guerras nem tensões, educando os jovens através do desporto praticado sem discriminações de nenhuma espécie, num espírito de amizade e de lealdade."

Adriano Moreira

O Natal diferente

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avisou os europeus de que o Natal deste ano vai ser diferente, aviso corolário da mensagem do serviço de Prevenção e Controlo das Doenças aos povos e aos governos. A importância do Dia de Natal não é exclusiva para cristãos, numa época em que progrediram os avisos de Ernest Renan (1848) sobre "organizar cientificamente a humanidade", período em que "tudo o que o Estado doava antes ao exercício religioso pertencerá de direito à ciência".

Anselmo Borges

O Papa Francisco confessa-se (2)

Penso muitas vezes na solidão do Papa. Chega ao Vaticano, que não conhece por dentro, concretamente, a sua secular e gigantesca burocracia. Não tem mulher nem família com ele. E os amigos?! Sabe que os seus gestos, atitudes, discursos, homilias, tudo será escrutinado até ao mínimo pormenor. Vive e trabalha num palácio, os guardas fazem-lhe continência ao passar. Aquele palácio é testemunha de muitas histórias, ao longo do tempo, tantas vezes nada, mesmo nada, edificantes, pelo contrário, revelando o pior da natureza humana e do poder, sobretudo quando absoluto.