Barack Obama

Leonídio Paulo Ferreira

Biden, o unificador

Ouvi o discurso unificador de Biden e pensei no nome do país que preside desde ontem: Estados Unidos... da América. Um nome que é em si uma proclamação, que precedeu em alguns meses a Declaração de Independência de 4 de julho de 1776 e foi oficializado nesse mesmo ano, ainda a luta das 13 colónias contra a Coroa Britânica era de sucesso incerto. Uma luta que juntava rebeldes de sociedades que, tirando o colonizador (e alguma proximidade geográfica), pouco tinham em comum. Olhemos para Massachusetts e Virgínia, por exemplo, o primeiro virado para o comércio atlântico, o segundo baseado na economia de plantação; o primeiro abolicionista precoce, no século XVIII, o segundo férreo esclavagista, com Richmond a servir de capital à Confederação na Guerra Civil.

Leonídio Paulo Ferreira

Abolição da pena de morte avança, de P de Portugal a C de Cazaquistão

Ainda há dias a ministra da Justiça recordou aqui no DN, na edição de aniversário, a magnífica carta a elogiar Portugal pela abolição da pena de morte que o escritor Victor Hugo fez publicar no jornal em 1867. E quando há quatro anos se celebrou século e meio dessa decisão pioneira de Portugal, que tanto entusiasmou o romancista francês e também meia Europa, coube à própria Francisca Van Dunem fazer um discurso solene de elogio ao país, pois hoje não há dúvida de que o caminho para a plena afirmação do Estado de direito passa pela renúncia do Estado a matar.