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Paulo Baldaia

Ou fazem caminho ou chama-se o bloco central

O encontro de Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos confirmou uma fragilidade que se espera poder vir a resultar num combate sem tréguas, sem o qual os dois partidos correm o risco de perpetuar o Partido Socialista no poder. Por muito que procurem cantar vitória, Rio e Rodrigues dos Santos perceberam que as presidenciais os fragilizaram e encenaram um murro na mesa que volta a colocar o Chega no centro das atenções, mesmo que pela decisão de o excluir da aliança autárquica.

Paulo Pedroso

O dilema da direita açoriana

No nosso sistema político, como na generalidade das democracias regidas pelo princípio da proporcionalidade, ficar em primeiro não é sinónimo de vitória, apenas dá ao partido que ganha as eleições a prerrogativa de ser o primeiro a ser convidado a formar governo. Consequentemente, quem efetivamente as ganha e define a governabilidade que delas resulta é o bloco que tiver a confiança maioritária, ou pelo menos não tiver a desconfiança maioritária, no Parlamento.