Embraer inicia manutenção do avião A-29 Super Tucano em Portugal

Subsidiária portuguesa OGMA, na qual a Embraer investiu 74 milhões de euros, é a primeira fábrica na Europa, Médio Oriente e África (EMEA) com capacidade para fazer a manutenção deste avião militar.
Publicado a
Atualizado a

A Embraer, construtora aeronáutica brasileira, iniciou o processo de manutenção do avião militar A-29 Super Tucano, em Portugal. A empresa investiu 74 milhões de euros na fábrica da OGMA, permitindo à empresa obter a certificação para a manutenção dos motores "GTF da Pratt & Whitney, utilizados pela nova geração de aviões comerciais", anuncia o comunicado enviado às redações.

A multinacional brasileira vai capacitar a subsidiária portuguesa para realizar "futuras modificações na aeronave que atendam a requisitos dos clientes presentes e futuros na região". Desta forma, a OGMA será a primeira empresa na Europa, Médio Oriente e África (EMEA) com esta capacidade.

Este avião é utilizado por mais de 15 forças aéreas, na Europa, Médio Oriente, Mali, Mauritânia, Nigéria, Burkina Faso e Angola.

Atualmente, "a OGMA já presta suporte logístico ao demonstrador do A-29 Super Tucano, que tem como base de operações esta empresa portuguesa, fornecendo técnicos para viabilizar missões de demonstração em todo o mundo", lê-se na mesma nota.

Até agora, já foram entregues mais de 260 unidades e a OGMA "estará certificada para a manutenção do A-29, o que visa gerar receita na prestação de serviços a clientes atuais, constituindo mais uma oportunidade para a subsidiária continuar a crescer, gerar valor em Portugal e reforçar o cluster aeronáutico nacional".

O presidente e CEO da Embraer Serviços e Suporte, Johann Bordais, revela que a multinacional está "a acompanhar a evolução do mercado para o A-29 Super Tucano e pretende-se que a OGMA seja um centro de serviços de excelência para a aeronave".

"A Embraer, juntamente com a OGMA, está a preparar-se para dar uma resposta ao mercado executando as modificações e evolução tecnológica necessárias para atender às várias missões", reforçou o presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider.

O acordo entre ambas as empresas, possivelmente, criará 300 postos de trabalho e poderá triplicar o volume de negócios anual da OGMA para 600 milhões de euros, o que pode levar a um maior interesse da Embraer em ampliar as atividades no país, finaliza o comunicado.

Diário de Notícias
www.dn.pt