Exclusivo Comprar para emprestar vai deixar de ser possível. E o Benfica é o que mais sofre

Quantos jogadores chegam a Portugal para um dos três grandes e, passados poucos dias, são recambiados para outro clube? Vários, pois claro. A FIFA decidiu acabar com esse "negócio".

A partir do dia 1 de julho de 2020 deixa de ser possível um clube contratar um jogador e, poucos dias depois, emprestá-lo ou vendê-lo a outro. A decisão foi tomada pela FIFA em fevereiro, estando já publicada na edição de março dos regulamentos sobre o estatuto e transferências de jogadores. E quem não cumprir terá de se sujeitar aos castigos decorrentes da violação do código disciplinar do organismo que superintende o futebol mundial.

Na prática, tomando como referência o último caso conhecido no futebol português, o Benfica não poderia, de acordo com a nova regulamentação, emprestar ao Corinthians o colombiano Yony González 28 dias depois de ter assinado contrato com o jogador, que tinha ficado liberto da ligação com o Fluminense. Isto porque, de acordo com a nova norma da FIFA, o futebolista tem de ficar pelo menos 16 semanas ao serviço do clube que o contrata, o que na prática quer dizer que só posse voltar a ser transferido na janela de transferências seguinte.

É o fim daquilo que o organismo que gere o futebol define como "transferência-ponte" (bridge transfer) e que, na prática, serve para os clubes rentabilizarem um atleta vendendo-o a outro clube ou emprestando-o sucessivamente cobrando uma taxa de cedência. Este é um tipo de negócio que em Portugal tem sido utilizado sobretudo pelo Benfica, embora já tenha sido um recurso de FC Porto e Sporting.

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