Premium Ciberguerra: antifascistas e neonazis em escalada de tensão

Na véspera da manifestação em defesa de Salazar e do contraprotesto de organizações antifascistas, em Lisboa, os dois lados cantam vitórias na internet e contam as páginas e perfis no Facebook que conseguiram mandar abaixo ao "inimigo".

Pelo menos 162 contas de ativistas de extrema-direita, alegados apoiantes do NOS (Nova Ordem Social), movimento de ex-líder neonazi Mário Machado, foram bloqueadas pelo Facebook nos últimos dias. Em resultado de uma ação organizada de denúncias àquela rede social, da parte de várias organizações antifascistas nacionais e internacionais, invocando as ideias extremistas de incitamento ao ódio ali difundidas, também a própria página do NOS foi banida.

A ciberguerra está em escalada de tensão, quando já começou a contagem decrescente para duas manifestações de grande potencial de conflito, marcadas quase à mesma hora, em Lisboa: às 19.00, a extrema-direita vai até à Assembleia da República manifestar-se em apoio a Oliveira Salazar, uma iniciativa anunciada por Machado, em dezembro; em resposta, às 18.30, várias organizações antifascistas (sem apoio oficial de nenhum partido) desfilam desde o Rossio ao Largo Camões para gritar que "não existe espaço para fascistas nas nossas ruas".

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.