Premium Haverá "bombas-relógio" para prejudicar políticos em Portugal?

A campanha eleitoral para as legislativas vai arrancar. A atividade dos partidos e dos políticos intensifica-se. Será que estão todos conscientes dos riscos que correm na rede? Há quem diga que não

Um político da nossa praça recebeu um conjunto massivo de e-mails com conteúdo de interesses pessoal. Perante a insistência, acabou por abrir um "nocivo" e os seus dispositivos foram infetados com software malicioso, o que permitiu ao "atacante" monitorizá-lo, em tempo real, sem que se apercebesse. Foram roubadas passwords, os e-mails devassados e marcados todos os sites visitados. O perfil tinha sido traçado para conseguir cativar a atenção do político em causa e com um fim muito preciso: utilizar a informação como "bomba-relógio" no decorrer da campanha eleitoral para o prejudicar.

Este caso é relatado, sem a identificação da vítima, por Bruno Castro, sócio da VisionWare, uma empresa de segurança informática, credenciada pelo Gabinete Nacional de Segurança, que tem contratos com as principais câmaras do país e com muitas das instituições do Estado, incluindo a Procuradoria-Geral da República há dez anos.

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Na ação governativa emergem os sinais de arrogância e de expedita interpretação instrumental das leis. Como se ainda vivêssemos no tempo da maioria absoluta de um primeiro-ministro, que o PS apoiou entusiasticamente, e que hoje - acusado do maior e mais danoso escândalo político do último século - tem como único álibi perante a justiça provar que nunca foi capaz de viver sem o esbulho contumaz do pecúlio da família e dos amigos. Seria de esperar que o PS, por mera prudência estratégica, moderasse a sua ação, observando estritamente o normativo legal.