Premium Nicolas Cage vai partir a louça no MOTELx

Mandy, de Panos Cosmato, com Nicolas Cage, é o grande chamariz do 12.º MOTELx, o Festival Internacional de Cinema de Lisboa, a ter lugar no São Jorge a partir de dia 4. Hoje prosseguem os eventos do Warm Up, com sessão drive-in do filme de culto de Edgar Wright. Um luxo!

Warm Up MOTELX. O que é que isso quer dizer? O aquecimento do festival com melhor média de sala em Portugal já começou e hoje e amanhã tem sequelas. Os dias do cinema de terror em Lisboa ontem já tiveram a primeira noite no Convento de São Pedro de Alcântara com uma festa com cineconcerto e onde pontificavam Paulo Furtado e Edgar Pêra. Hoje é noite de Drive-In, com a sessão de Zombies Party - Uma Noite de...Morte, de Edgar Wright, a melhor comédia de terror do novo cinema britânico. Amanhã, o pré-festival termina com uma sessão ao ar livre de Os Caça-Fantamas, de Ivan Reitman, blockbuster que envelheceu bem e que vai encantar o Bairro Alto, no Largo do Cauteleiro.

Para a sessão do drive-in, 21.30 (no Parque de Estacionamento Santos-Rio), há bilhetes gratuitos, mas é necessário inscrição prévia através do e-mail: drivein@motelx.

Neste ano o festim de terror arranca no dia 4 com uma sessão especial de A Freira Maldita, de Corin Hardy, mais um filme do universo Conjuring, a nova galinha de ovos de ouro da Warner. De 4 a 9 de setembro o São Jorge recebe longas, curtas, jogos e uma atmosfera de tertúlia única em Portugal. Um festival que tem uma das melhores programações de sempre numa altura em que comemora 12 edições e enfrenta a concorrência mediática da Comic Con Portugal.

João Monteiro, um dos diretores do certame, lança para o DN as linhas fortes da programação: "Acreditamos ter uma das melhores programações de sempre, principalmente se tivermos em conta a estreia mundial de duas longas portuguesas a concurso no Prémio Méliès D'Argent, Inner Ghosts e Mutant Blast. São duas sessões históricas para um festival que há mais de uma década se bate pela produção de terror nacional. Mas dentro do cinema internacional há muitos e bons destaques: na abertura o novo grande sucesso de terror A Freira Maldita; o novo de Panos Cosmatos com Nicolas Cage, Mandy; a segunda realização de Leigh Whannel com produção da Blumhouse, Upgrade; o novo de Nicholas Pesce, Piercing; o brasileiro Morto não Fala, de Dennison Ramalho, o verdadeiro descendente de Zé do Caixão; ou o encerramento Elizabeth Harvest que invoca Frankenstein e o Barba Azul. Para além de uma competição europeia muito forte em que se destacam Un Coteau dans le Couer, de Yann Gonzalez, com Vanessa Paradis, ou Ghost Stories, de Andy Nyman e Jeremy Dyson."

Monteiro menciona também as dificuldades de montar o MOTELx, sobretudo num ano em que a imprensa não teve o chamariz de cineastas veteranos e consagrados como em edições anteriores: "Nunca é fácil, a montagem de um evento cultural com estas características é sempre composta por várias parcelas: a bilheteira, apoios e parcerias diversas, apoios institucionais, e todos os anos há que procurar apoios privados, sobretudo sendo um festival de cinema específico, o que torna a tarefa mais complicada mas que encaramos sempre como um desafio." O desafio está mais do que ganho e a presença de Leigh Whannel e de Yann Gonzalez são excelentes trunfos, mesmo se pensarmos que Gonzalez esteve recentemente em Portugal com Un Coteau dans le Coeur, no Curtas de Vila do Conde.

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Os três filmes imprescindíveis deste ano

MANDY, de Panos Cosmatos

Um conto de vingança a evocar algum do cinema clássico americano dos anos 1970. Os cultos satânicos a providenciarem material para cinema de terror inteligente. Tem também o melhor Nic Cage em muitos anos.

MUTANT BLAST, de Fernando Alle

Depois das curtas que realizou, esperam-se mundos e fundos deste cineasta português, que arriscou na sua primeira longa filmar um apocalipse zombie lusitano. Maria Leite é a protagonista de uma obra que é coproduzida pela produtora americana Troma, rainha da série Z...

Agouro, de David Doutel e Vasco Sá

Um dos grandes feitos do MOTELx foi ter posto uma nova geração de cineastas portugueses a fazer cinema de género através da competição das curtas. Neste ano a seleção é excitante. Fica a nossa aposta em Agouro, que já tinha deslumbrado no Curtas de Vila do Conde. Cinema de animação para adultos. Um tratado de melancolia transmontana.

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Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).