Premium Haddad e Alckmin apostam na televisão para ultrapassar fenómeno Bolsonaro

Arranca nesta sexta-feira a campanha eleitoral na TV. No meio dos jingles em modo repeat, dos concorrentes bizarros e dos ataques violentos da praxe, dois candidatos jogam o futuro.

"A candidatura do PT é a antítese do statu quo", disse um dia destes, em comício, Fernando Haddad. Acontece que essa frase é a antítese de tudo o que o statu quo do PT quer ouvir. No tempo de antena televisivo para as eleições de 7 de outubro, cujo início está marcado para hoje, o partido de centro-esquerda vai tentar tornar o discurso do provável substituto de Lula da Silva menos académico, ou seja, sem "antíteses" nem statu quo e mais próximo do cidadão. Porque o desafio, difícil, do partido é transferir num prazo curto os quase 40% que o antigo presidente vale nas sondagens para a conta do ex-prefeito de São Paulo, por ora com resultados em torno dos 5%.

Nem só Haddad e o PT, que têm direito a 2'23'' em cada um dos quatro blocos diários de 12'30'" de tempo de antena, apostam todas as fichas na propaganda eleitoral televisiva. Também Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo, sabe que é na TV que deve dar tudo por tudo para subir dos discretos seis a nove pontos que apresenta nas pesquisas para valores condizentes com um forte candidato a chegar à segunda volta. Alckmin tem, sozinho, direito a 5'32'", quase metade do bolo total, por ter garantido aliança com um grupo de seis partidos assumidamente oportunistas conhecido por Blocão - nas regras eleitorais, cada partido vale o seu peso parlamentar em tempo. "Agora é que vai começar a campanha, é via rádios e televisões que o interesse, a tensão e a reflexão aumentam", disse Alckmin, que até substituiu um publicitário nos últimos dias com vista a rentabilizar o tempo mediático.

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