Premium Desculpem, mas não percebo

Uma das maiores ironias - para não lhe chamar outra coisa - do discurso de vitória de Bolsonaro foi ouvi-lo repetir, vezes sem conta, a palavra liberdade. É como se uma das palavras mais bonitas que conheço ficasse conspurcada de cada vez que sai da boca de um homem que não fez outra coisa na vida que não fosse lutar pelo fim da liberdade de outros.

Mas terá sido a liberdade, ou a falta dela, que levou os brasileiros a escolher um aspirante a fascista para a presidência do Brasil? Conheço bem os argumentos dos que votaram Bolsonaro e decidiram colocar um desprovido no mais alto cargo da nação: a criminalidade e a violência de um país que, há muito, se tornou impróprio para quem lá vive, quanto mais para quem o visita; a corrupção, que é transversal a todo o sistema político e económico brasileiro; a profunda desilusão com um PT que teve nas mãos uma oportunidade histórica de refundar o Brasil e acabou por se entregar à mediocridade de um sistema corrupto. Foi a liberdade que permitiu aos brasileiros dizer basta e votar contra o PT. Mas foi uma total ausência de liberdade que os levou a votar Bolsonaro.

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Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.