Exclusivo Governo anticovid-19. Nem o julgamento afasta Netanyahu do poder

Um líder da oposição que depois de três eleições inconclusivas muda de rumo 180 graus e um primeiro-ministro especializado em sobreviver: Israel vai ter um governo de unidade nacional, tendo como pretexto a crise do novo coronavírus.

No final da primeira de duas reuniões no fim de semana entre os dirigentes do Likud de Benjamin Netanyahu e da Aliança Azul e Branca de Benny Gantz foi divulgado um comunicado em que dava conta de "progressos substanciais" nas negociações e que era de esperar um acordo final global nas próximas horas. Alguns meios de comunicação avançaram que cada um dos blocos teria 15 ministros.

Benjamin Netanyahu não desistiu, não cedeu, não hesitou. Manteve-se no cargo de chefe do executivo como se nada fosse, apesar da crise política que dura há um ano e que três eleições inconclusivas só a aprofundaram. Além de ter um julgamento agendado por corrupção. Escassos cinco dias depois de um tribunal ter rejeitado o adiamento da primeira sessão do julgamento, a crise do covid-19 diminuiu a atividade dos tribunais, atirando a sessão inicial para final de maio.

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