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Ambiente

A extraordinária história do regresso do urso-pardo

Quando toda a gente olhava para o Gerês, o urso-pardo ia descendo das Astúrias e aproximando-se de Montesinho. Não falta quem veja neste retorno uma nova oportunidade para o interior do país. O urso, bem vistas as coisas, é um bom negócio.

Por estes dias ainda estão em hibernação - os ursos saem das covas em maio, quando as flores das árvores já se transformaram em fruto. A maioria permanece na zona onde nasceu, mas alguns avançam para sul, movendo-se de noite, de esconderijo em esconderijo. Caminham em quatro patas, em média dez quilómetros por dia, numa grande marcha por território e alimento. E vão caminhando, lentamente. Os ursos avançam a passo firme. E avançam para Portugal.

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Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.