Premium Brexit: por que um segundo referendo nunca foi uma opção clara?

A solução para desatar o nó pode ser um novo plebiscito. Mas o medo de trair o eleitorado e o calculismo político levaram a que Theresa May e Jeremy Corbyn tenham estado de acordo.

Graças a uma professora reformada de 77 anos a hipótese de o Reino Unido abdicar do Brexit de forma unilateral e imediata ganhou expressão popular. A petição criada por Margaret Anne Georgiadou para o governo revogar o artigo 50.º do Tratado de Lisboa recebeu seis milhões de assinaturas e vai ser debatida no Parlamento no dia 1 de abril - e não é mentira. Ao falar dessa hipótese (que o governo britânico rejeitou entretanto) numa entrevista à rádio LBC, Georgiadou disse que um referendo, paradoxalmente, "não é muito democrático". E explicou, de forma simples: "A maioria ganha e a decisão é tomada pela maioria para a maioria. Que se lixe a minoria."

A questão ganha outros contornos quando o eleitorado fica dividido. Ao contrário do referendo de 1975, no qual 67% se manifestaram pela entrada do Reino Unido na então Comunidade Económica Europeia, no referendo de 23 de junho de 2016 a margem entre os votantes que defenderam a saída e os que escolheram a permanência na União Europeia (UE) foi de 3,78%. E quer na Irlanda do Norte quer na Escócia a escolha pró-europeia foi a vencedora.

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