Premium Deite-se no divã e fale com a planta da felicidade 

Talvez o filme mais bizarro no reflexo inesperado da situação de contágio que vivemos, A Flor da Felicidade, de Jessica Hausner, é terror que embala. Estreia agora nas salas. O DN falou com a realizadora em Lisboa, na última edição do LEFFEST.

Se há filme que nestes dias vai provocar muitos risos nervosos na sala de cinema é A Flor da Felicidade. Um título lançado no Festival de Cannes 2019, de onde saiu com uma distinção para a sua atriz, Emily Beecham, e que parece ter sonhado a miniatura de uma realidade aproximada do que estamos a viver hoje. Máscara cirúrgica, luvas e um ritual de lavagem de mãos com álcool gel são acessórios e prática comum entre as personagens centrais: fitólogos que estão a experimentar o entusiasmo e as dúvidas dos primeiros dias de uma nova criação, porventura revolucionária.

Trata-se de uma planta esfíngica, batizada com o nome Little Joe, cuja composição genética concebida em laboratório visa a produção de um efeito antidepressivo através do odor libertado pelo pólen. Mais especificamente, uma flor terapêutica que deverá acionar o processo biológico das hormonas da felicidade em retribuição do afeto que receber de quem a cuida - e isso implica não só regar como falar com ela. Até aí, tudo bem.

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