Premium Artesãos vão mostrar ao mundo o que de melhor se faz em Portugal

O que é nacional é bom. Sabemo-lo nós e sabem-no aqueles que estão lá fora e que procuram, cada vez mais, a mão de obra, a arte e a técnica portuguesas. Os portugueses são valorizados no estrangeiro e foi esse o mote para a criação da Portuguese Makers Craft Week. A primeira edição, em 2017, foi um sucesso. E, por isso mesmo, a partir de segunda-feira, há mais arte em português, desta vez, em Serralves.

O grande interesse das marcas internacionais na produção nacional motivou a criação do projeto: reunir designers, arquitetos e artesãos experientes que possam ensinar aos mais curiosos tudo sobre a arte portuguesa. Vasco e Ana, que na altura viviam na Suíça, perceberam, em 2016, o potencial do cunho nacional e apostaram no projeto. «Havia espaço para explorar a criação de uma marca própria para aproveitar este conhecimento que existe em Portugal e que é muito valorizado lá fora. Temos muita qualidade e temos uma capacidade de mão de obra e um processo semi-industrial, que não é totalmente mecanizado e isso faz a diferença. Começámos a pesquisar para tentar perceber como podíamos explorar melhor esta oportunidade», começa por explicar Vasco Braga da Costa, um dos fundadores da Portuguese Makers.

Com a marca, nascia também a Portuguese Makers Craft Week. «É uma semana de atividades em que pretendemos reunir um conjunto de empresas e unidades de produção, marcas portuguesas com designers e arquitetos nacionais e internacionais, e fazer aqui um evento onde as pessoas possam criar os seus próprios objetos, através de workshops, e perceber um pouco mais sobre as técnicas, sempre com materiais diferentes», acrescenta Vasco que fundou a empresa com a mulher Ana Bruto da Costa.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.