Terrorismo em Angola aplacado

DN
Arquivo DN | foto Embarque de tropas para Angola, em 1961
Arquivo DN | foto Embarque de tropas para Angola, em 1961
Arquivo DN | foto Embarque de tropas para Angola, em 1961

"Terminou com êxito a primeira fase de uma operação de estreita colaboração entre o Exército e a Força Aérea, tendente a desarticular e reduzir as atividades terroristas", relatava neste dia 30 de agosto de 1961 o DN. Em causa estavam movimentações "perigosas" levadas a cabo em Angola, que o governo informava estarem agora serenadas.

Logo o título entregava claramente a mensagem o que importava passar: "Uma vasta região do Norte de Angola vai regressar à tranquilidade devido à ação conjugada" dessas Forças Armadas na Serra de Canda, região que "servia de refúgio aos terroristas em trânsito ou em ação" contra territórios vizinhos.

O levantamento dito terrorista era consequência da independência do Congo belga, um ano antes, que enviara ondas de choque e contágio pelos territórios angolanos mais próximos, visíveis em movimentos revoltosos ou subversivos - ainda não totalmente entendidos na Metrópole como os primeiros ventos de mudança. Eram esses os primeiros passos para a sublevação que aconteceria meses depois, materializando-se na guerra colonial que acabaria por dar a independênia aos territórios ultramarinos.

Apesar de não pesar ainda devidamente a importância dos factos, de Lisboa seguiu um reforço de homens para combater esses primeiros revoltosos. Da sua atividade, nesses dias bem-sucedida, dava conta o DN, que informava que, terminada a junção das forças, começaram as "operações de limpeza para fazer regressar à tranquilidade esta importante região do Norte".