Premium 'O Mar de Árvores'. Gus van Sant filma a morte para celebrar a vida

Demorou, mas chega nesta semana: quatro anos depois da sua passagem no Festival de Cannes, aí está O Mar de Árvores, filme de Gus van Sant centrado na viagem de um americano que escolhe uma floresta japonesa para se suicidar...

Há filmes que, de forma mais ou menos brutal, são excluídos da vida comum do cinema. São filmes que, por uma razão ou por outra, escapam aos códigos correntes do espetáculo cinematográfico, sendo por isso "castigados" com uma compulsiva marginalização. Nesta semana, quatro anos depois da sua revelação no Festival de Cannes, chega na quinta-feira ao mercado português um desses filmes: O Mar de Árvores (título original: The Sea of Trees), de Gus van Sant.

Não se trata, entenda-se, de pôr a questão no plano banal da avaliação, opondo de forma pueril o "gosto muito" ao "não gosto nada" (se isso é importante para o leitor, acrescento, desde já, que pertenço ao primeiro desses grupos). Trata-se, isso sim, de constatar a dramática desvalorização do cinema como fenómeno vital, isto é, ligado às nossas vidas.

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