Voos no Natal e Passagem de Ano para a Madeira perto dos 350 euros

Apesar de se manter a tradição do fogo de artifício, pandemia deverá determinar uma redução no número de turistas no Funchal. Há preços de viagens para todos os gostos

Muitos vão passar o Natal e da Passagem de Ano à Madeira, quer para estar com a família quer por motivos de lazer, mas por agora, sem perspetivas do reforço habitual dos voos nesta época, os preços das viagens são bastante variáveis e chegam a superar os 300 euros.

Por exemplo, ir para o Funchal a partir de Lisboa no dia 19 de dezembro, pela easyJet, pode ficar por perto de 230 euros por pessoa (preços apurados na última sexta-feira). Fazendo a viagem no dia seguinte, na mesma companhia, o valor pode descer para 114 euros. Optando pela TAP, os preços dos bilhetes nas mesmas datas começam nos 343 euros.

Um regresso a Lisboa nos primeiros dias de janeiro, 2 e 3, não fica por menos de 282 euros na easyJet. Optando pela companhia aérea de bandeira, a fasquia sobe para mais de 377 euros no dia 3.

Se a opção for apenas para aproveitar a Passagem de Ano, saindo de Lisboa a 30 de dezembro, é possível comprar bilhetes a cerca de 25 euros por pessoa para o Funchal na easyJet. Viajando pela TAP na mesma data é possível comprar bilhetes para o Funchal por cerca de 42 euros.

Menos festa

O fogo de artificio que marca a entrada de um novo ano é tipicamente um os postais da Madeira. Neste ano, o fogo mantém-se, mas as multidões que costumam assistir ao espetáculo a partir de vários pontos do Funchal não o deverão fazer como em outros anos. O governo regional apelou nesta semana a que os residentes assistam ao fogo a partir de suas casas. Quem não assim não quiser, sujeita-se ao plano de limitação nos espaços públicos usados para o seu visionamento, como artérias, praças e miradouros do Funchal.

É possível que muitos dos turistas habituais para esta ocasião tenham uma Passagem de Ano diferente. Por um lado, os cruzeiros não deverão atracar no porto do Funchal. E muitos estrangeiros deverão ainda estar sujeitos às limitações vigentes nos seus países. Para se ter uma ideia, em dezembro do ano passado, a região autónoma acolheu mais de 93 mil hóspedes e, em janeiro deste ano, foram quase 91 mil. Contudo, o mesmo cenário não deverá ser replicado nestas próximas semanas.

As restrições decretadas também convidaram menos a andar na rua. De acordo com o que foi anunciado nesta semana, não será permitida a abertura de circos e de parques de diversão no arquipélago, nem haverá "noites do mercado", eventos que reúnem milhares de pessoas naqueles recintos.

A corrida de São Silvestre foi cancelada e está proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas na via pública, exceto em esplanadas devidamente licenciadas.

Além disso, quem chegar à Madeira vai ter de se submeter a uma dupla testagem para covid-19. Até aqui, a dupla testagem era obrigatória para os estudantes universitários que regressassem à região, mas, e pelo menos durante as duas próximas semanas, a medida será alargada a "todos os residentes emigrantes".

Ana Laranjeiro é jornalista do Dinheiro Vivo

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