Premium As principais vítimas do Brexit serão aqueles que o provocaram

Há quase dois anos, o referendo sobre o Brexit foi obra de um primeiro-ministro e de um governo. Mas foi também obra da situação da sociedade e da economia da Grã-Bretanha, assim como da histórica desconfiança, suposta ou real, daquele país relativamente ao resto da Europa ocidental. Qual dos três factores foi o mais importante na determinação dos resultados do referendo e do caminho incerto que desde então tem sido trilhado é a pergunta que se impõe. Se o factor mais importante foi a má liderança e a má política, podemos esperar que pouco mude no futuro próximo e que as estreitas relações da Grã-Bretanha com os vizinhos europeus continuem fortes e progressivas. Se os outros dois factores forem os determinantes, então muito mudará. A resposta, todavia, poder ser optimista.

Comecemos pela história. O mapa da CEE de 1957 coincide de forma assinalável com o do império de Carlos Magno ou com o da soma das nações francesa, alemã e italiana que lhe sucederam. Nestes mapas não cabiam a Inglaterra, a Escócia, o País de Gales e muito menos a Irlanda. Essa fronteira política que era também geográfica durou ao longos dos séculos, tendo-se manifestado em vários momentos importantes da história. O Brexit veio reavivá-la.

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