Premium Uma questão de tempo

A atual solução governativa tem futuro, ou está a esgotar-se? Admitindo como muito provável que ultrapasse as dificuldades do próximo Orçamento, qual o preço político do consenso entre os partidos da geringonça para a sua aprovação? E como chegará o PSD até às próximas eleições: com Rui Rio, com o regresso da ala passista ou com uma terceira via? Santana Lopes avança para a criação de um novo partido? Será que existe por aí um Macron português? Como se vê, há matéria para os comentadores políticos exercitarem a sua atividade. Isto para além das inúmeras variáveis e incertezas que pairam na cena internacional, com um Trump a romper com toda as convicções que tínhamos por adquiridas, com a União Europeia sem liderança e muito pouca união, ou seja, um mundo a caminhar para a imprevisibilidade senão o caos.

Entre nós, depois de um período de descompressão seguida de euforia que nos ajudou a recuperar do tempo negro da austeridade imposta pelos credores, começam a surgir nuvens no horizonte. A economia mostra sinais de desaceleração, mas, em contraciclo, as corporações do Estado agitam-se em reivindicações e multiplicam-se as reclamações sobre insuficiências de investimento e dotação na saúde, na educação, na ciência, na cultura, na justiça, nas polícias, nas Forças Armadas.

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