Premium Ondas de calor deste verão serão o novo normal neste século

Calor a mais, frio onde é suposto estar calor, tempestades ferozes, secas e incêndios mortíferos. O verão está muito esquisito. Saturada dos gases com efeito estufa, a atmosfera começa a responder com fenómenos extremos cada vez mais frequentes, intensos... e muito assustadores.

O tempo anda avariado. Desde que começou, o verão tem sido uma sucessão imparável de fenómenos anómalos por todo o hemisfério norte, com ondas de calor intensas influenciadas por secas, e incêndios florestais que não dão tréguas junto ao Ártico, enquanto noutras regiões, como Portugal e Espanha, se vivem temperaturas abaixo da média para a época - só nesta semana, a partir de quinta-feira, deverá chegar, finalmente, o verão a sério. Até agora tem sido tudo ao contrário - a última sexta-feira foi o dia mais quente deste ano no continente europeu, com os termómetros a chegar aos 37º Celsius no Reino Unido e aos 39 graus na Alemanha... e com Portugal fora destas contas.

A história repete-se nos outros continentes: ondas de calor mortíferas na Califórnia (Estados Unidos), Quebeque e Ontário (Canadá), Sibéria e Japão, enquanto noutras regiões destes países faz frio e é preciso andar de guarda-chuva (ver gráfico).

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.