Premium Um ano para revelar o milionário que nos deu a Gulbenkian

Calouste Sarkis Gulbenkian nasceu há 150 anos em Istambul, numa família arménia. Educou-se em Marselha e em Londres, veio para Portugal na II Guerra Mundial. Cá morreu e deixou um legado.

Preocupado com o neto, Calouste Sarkis Gulbenkian toma as rédeas da sua educação. Estamos em 1942: o milionário vive no Hotel Aviz, em Lisboa, a filha, Rita, e o genro, Kevork, ficaram em Paris e Mikael estuda no colégio Harrow, em Londres. Trocam ampla correspondência. O avô escreve em francês, comenta a evolução da escrita do rapaz, 15 anos à época, e oferece conselhos. "Boa vontade e sentido de propriedade", "ser humilde", "não fazer os outros sentirem-se menores", "falar com franqueza mas com sinceridade e empatia", "fazer o culto do bom e do belo", ser fiel à tradição dos antepassados" são alguns.

São cerca de 200 cartas, pertencem ao arquivo do fundador e uma parte, 65, foram escolhidas para fazer parte de um livro, ainda sem título (o nome de trabalho é A Educação do Delfim), que reúne parte desta correspondência trocada entre 1942 e 1955 (o ano da sua morte), que dá a conhecer um lado familiar e que será publicado em 2019, ano em que se assinalam os 150 anos do nascimento do arménio Calouste Sarkis Gulbenkian. Não é o único.

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