Premium Sem aumentos salariais e sem revisão de carreiras, 2019 vai ser "um rebuliço"

Manutenção do congelamento salarial na função pública em ano de eleições vai aumentar a luta. A forma como o governo faz as contas à reposição dos rendimentos na legislatura aumenta a irritação dos sindicatos.

O elevado número de pré-avisos de greve (quase duas centenas) da função pública registados em 2018 arrisca ser ultrapassado em 2019. As expectativas de que o próximo ano poria fim a uma década sem aumento de salários saíram goradas, com o governo a concentrar nos que ganham menos a margem orçamental (50 milhões de euros) para aumentos salariais.

A mais um ano de congelamento, os representantes dos trabalhadores não terão dúvidas em responder com uma intensificação da luta e avisam: "2019 vai ser um rebuliço."

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Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.