Premium Europeias calibram tiro para as legislativas. Direita reconfigura-se em caso de maioria PS

Sem efeitos do voto útil, as eleições europeias servirão a todos os partidos para testar o discurso para as legislativas. António Costa joga na maioria absoluta e Rui Rio faz tudo por sobreviver.

O Presidente da República gostava de um 2019 calmo, mas Marcelo Rebelo de Sousa sabe que "vai ser difícil". Sabe porque todos os anos eleitorais o são e este acumula duas idas às urnas, europeias e legislativas. E ainda porque é a primeira vez que vai avaliar-se o que os portugueses pensam da geringonça e de como o efeito do voto útil pode ter desaparecido depois de se ter experimentado a aliança mais do que improvável PS-PCP-BE.

Ingredientes que fazem toda a diferença até para os partidos, sobretudo os de centro-direita. O PS parte em vantagem, grande vantagem, a não ser que a crise económica se instale na Europa ou mais uma tragédia se abata sobre o país. É por isso que António Costa, o "pai" da geringonça não pede a maioria absoluta, ainda que a ambicione quase declaradamente. Mas não vai hostilizar os partidos que lhe deram a mão para impedir a direita de governar e dos quais ainda pode precisar como pão para a boca a partir de outubro caso o desejo não se concretize.

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