Rosa Grilo e António Joaquim estão em prisão preventiva desde 29 de setembro de 2018.
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Justiça

Rosa Grilo e António Joaquim com tribunal de júri. Opinião pública conta, mas não decide

O Ministério Público pediu jurados no julgamento dos suspeitos da morte de Luís Grilo. Rei Ghob, Leonor Cipriano, a inspetora da PJ acusada de matar a avó do marido e o responsável pelo assalto ao BES também foram julgados por cidadãos. Em Portugal, ao contrário dos EUA, os jurados decidem as penas juntamente com os juízes.

Rosa Grilo e António Joaquim foram acusados formalmente nesta segunda-feira - já muito perto do prazo de seis meses - pelo Ministério Público (MP) no Tribunal de Vila Franca de Xira do homicídio do triatleta Luís Grilo. No despacho da acusação lê-se que terá sido o alegado amante de Rosa Grilo a disparar o tiro fatal. O Ministério Público pediu que os dois sejam julgados por um tribunal de júri. Não é o primeiro caso: Leonor Cipriano foi julgada deste modo e a defesa de Bruno de Carvalho requereu que o ex-presidente leonino fosse julgado também por civis. A participação de jurados da sociedade civil não gera consenso entre os juristas.

Há quem afirme que o tribunal de júri é solicitado a intervir em casos mediáticos pela acusação, "onde o choque dos factos poderá colmatar algumas lacunas probatórias" e quem seja da opinião que uma vez que a última palavra é dos juízes, é como se os jurados não fossem mais do que uma criança que é colocada no colo do progenitor enquanto este maneja o veículo mas deixa-a mexer no volante, sem em momento algum deter qualquer poder sobre o automóvel.

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