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Facebook não vai cumprir lei eleitoral portuguesa

Responsáveis da empresa mostraram desagrado com leis portuguesas sobre propaganda política. Isto quando o Facebook foi condenado a pagar multa recorde e foi alvo de um relatório sobre a ineficácia dos seus registos de... propaganda política.

O Parlamento português ainda não legislou sobre a influência das redes sociais na política, ao contrário de outros países europeus, como a Alemanha, a França ou a Espanha. Mas decidam o que decidirem os deputados, as regras podem não chegar a ser cumpridas. Esse é um dos mais surpreendentes resultados de uma visita dos responsáveis do Facebook a São Bento, na última semana.

Em várias reuniões com os partidos políticos e organizações públicas, o Facebook pretendia mostrar o seu "esforço de transparência" - sobretudo a organização, e publicitação, da biblioteca de anúncios políticos, bem como os critérios para classificar um anúncio desses. Mas a rede social foi logo confrontada com um problema concreto. Em Portugal os anúncios políticos pagos são proibidos a partir do dia em que são marcadas as eleições. Ou seja, quando Marcelo Rebelo de Sousa anunciar publicamente a data das próximas legislativas (com a antecedência mínima de 60 dias) ninguém pode comprar publicidade política em Portugal.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.