TAP quer mais 300 pilotos até ao final do ano

A transportadora aérea portuguesa quer reforçar o quadro de pessoal, atualmente com mais de mil pilotos. O crescimento das operações da companhia justifica decisão.

A TAP está a crescer e para responder ao aumento das rotas precisa de mais pessoal. Só pilotos a empresa quer mais 300 até ao final deste ano, tendo já aberto um concurso de recrutamento. Desde janeiro entraram outros 90, elevando a 1100 o total de pilotos.

Este novo recrutamento "deve-se ao período de expansão que a companhia está a viver. É uma nova era para a TAP. Até 2025, vamos receber 71 novos aviões, de última geração, mais eficientes e mais silenciosos, que estão a dotar a companhia de uma das frotas mais modernas do mundo. Nos próximos dez anos queremos duplicar o número de passageiros", explica fonte oficial da TAP ao Dinheiro Vivo. A transportadora garante que "não se têm verificado saídas e as reformas por idade são muito residuais".

No ano passado, a TAP transportou 14 225 milhões de passageiros, um aumento de quase 22% face a 2016. E operava um total de 88 aviões, 22 dos quais para voos de longo curso.

"Estamos a recrutar 20 pilotos a cada 15 dias", revela ainda fonte oficial.

Mas não são só pilotos que têm entrado para a TAP. Desde o início do ano, a empresa admitiu, ao todo, 700 novos trabalhadores: mais de 400 tripulantes de cabine, 90 pilotos e 150 pessoas para outras funções, como o call center. São quase metade das contratações realizadas em três anos. "Nos últimos três anos foram contratadas cerca de 1500 pessoas."

Prioridades para 2018

No relatório anual do ano passado, a TAP estabeleceu algumas prioridades e assinalava que "o esforço de investimento estratégico previsto no Projeto Estratégico do Grupo vai ser sustentado, em particular no que se refere ao aumento da frota, resultante da entrada em serviço do novo avião, incluindo a chegada do primeiro Neo Airbus".

A empresa prevê que estes novos investimentos lhe vão permitir "abrir novos destinos e frequência [dos voos]". Voando para mais de 80 cidades, a transportadora aérea pode estar já a ponderar novos destinos.

No final de junho, Antonoaldo Neves, CEO, disse que a TAP quer "ser a principal companhia aérea da Europa" a voar para a América do Norte. O gestor disse, há um mês, que estão em vista dez novos destinos para expandir a presença da transportadora nesta região. A América do Norte foi, em 2017, o terceiro maior mercado da TAP, com um peso de 10% na operação.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.