Premium PPP na Saúde. Saiba a palavrinha que separa PS e PSD

Numa coisa os dois partidos estão de acordo quanto às parcerias público-privadas na Saúde: só podem ser "excecionais". Há, no entanto, uma palavra que os separa.

Pode uma parceria público-privada na Saúde ser estabelecida num sítio onde o Serviço Nacional de Saúde já tenha um estabelecimento? Ou não pode? É esta, basicamente, a grande diferença entre os socialistas e os sociais-democratas quanto à questão das PPP na Saúde - questão que está a ser tratada no âmbito da nova lei de bases.

Uma palavra sintetiza a diferença: "supletiva". O PS acha que as PPP na Saúde só podem ser "excecionais" e "supletivas" (só existirem onde o Estado não existe); já o PSD também acha que só podem ser excecionais, mas admitem-nas em sobreposição ao Estado, desde que os custos para o erário público sejam melhores e que os utentes saiam mais bem servidos (na qualidade e na velocidade do serviço).

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Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.