Exclusivo Os Bannons à portuguesa

Oitenta e cinco e deputados acham que a comunidade não deve defender jovens em situações de particular fragilidade, nem dar formação ao pessoal do sistema educativo para que melhor se possa evitar situações de discriminação. Como resumiu Fernanda Câncio na edição da semana passada deste jornal, estes deputados "acham que o Estado zelar para que todos os alunos se sintam confortáveis com a sua identidade de género/sexual, ou seja, com aquilo que são, e não tenham problemas em assumi-lo, é inconstitucional".

Podia partir do princípio de que estes senhores e senhoras, quando andaram na escola, nunca se aperceberam da forma como eram tratados os seus colegas de que se suspeitava serem homossexuais. Reforço: suspeitava. Se agora ainda é dificílimo a um rapaz ou a uma rapariga assumir a sua homossexualidade na escola, no tempo deles era impossível. Agora, utilizando uma ideia de Luís Aguiar-Conraria, no Público, imagine-se, hoje, um rapaz que fizesse uma transição de género e começasse a usar saia e pedisse para ser tratado por Maria. E convém lembrar que foi o governo da maioria dos subscritores deste miserável pedido de fiscalização de constitucionalidade que aprovou a lei de identidade de género, o que ainda é mais extraordinário: promovem um direito mas, uns meses mais tarde, decidem não querer a sua defesa.

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