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Um terço das crianças portuguesas nasce no estrangeiro

Nasceram 1,2 milhões de portugueses desde janeiro de 2010, mais de um terço no estrangeiro, filhos de emigrantes ou de lusodescendentes. E são cada vez mais. Resultado da diáspora e da crise económica.

A crise financeira, melhor nível de vida, novas realidades, aprender línguas, o amor. Todas estas são razões válidas, em separado ou em conjunto, para a subida dos números de quem sai do país. Na última década, Portugal voltou a ser um país de emigração, milhares de jovens saíram, alguns deles casais em início de vida, juntando-se a muitos outros milhões na diáspora. E se se tornaram importantes recursos para os países de destino não só em mão-de-obra mas também a nível da demografia, até porque deslocaram-se maioritariamente para países de uma Europa envelhecida, também contribuem para travar a quebra demográfica dos portugueses - dos 1,2 milhões que nasceram desde janeiro de 2010, um terço nasceu no estrangeiro.

Joana Figueiredo e o marido, Paulo Marques, ambos com 34 anos, enquadram-se no fluxo migratório de população ativa com formação superior. Trocaram Portugal pelo Reino Unido em 2011, ano em que o país pediu a intervenção do FMI. A crise instalada contribuiu para a saída mas não foi o único motivo. "Sempre quisemos sair do país, até para melhorar o inglês, honestamente, esse foi o principal objetivo. Procurámos trabalho no estrangeiro e as oportunidades surgiram, mas, hoje, concluímos que fizemos muito bem. Estamos muito melhor no Reino Unido."

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Betinho

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Nasceu em Cabo Verde (a 2 de maio de 1985), país que deixou aos 16 anos para jogar basquetebol no Barreirense. O talento levou-o até bem perto da NBA, mas foi em Espanha, Andorra e Itália que fez carreira antes de regressar ao Benfica para "festejar no fim". Internacional português desde os Sub-20, disse adeus há seleção há apenas uns meses, para se concentrar na carreira. Tem 34 anos e quer jogar mais três ou quatro ao mais alto nível.