Premium Do Flashback à Circulatura do Quadrado - ou do karaté ao jogo de florete

Já houve narizes vermelhos nas caras, um rosto pintado de preto e muito sangue e pugilato. José Magalhães recordou histórias antigas do programa que agora migra para a TVI com o nome de Circulatura do Quadrado.

Jorge Coelho tem o jornal desportivo aberto na mesa. Foi Carlos Andrade, o moderador do programa Quadratura do Círculo, quem lhe disse para ir comprar o Record, "que tenho aqui à minha frente", diz o socialista, antigo ministro, atual gestor e comentador. "É verdade", conta Coelho, "o homem que nunca ligou nada a futebol, que não sabe nada, tem direito na primeira vez que tem uma reportagem sobre futebol a uma primeira página e às páginas centrais".

"Pacheco Pereira já gosta de futebol" - e o socialista lê o título da reportagem e de um outro artigo, "Eu nem sei o que é um fora-de-jogo". E Jorge Coelho não tira o pé do acelerador, contando que o historiador e antigo dirigente do PSD foi visto a protestar vivamente contra o árbitro num jogo. "Vocês fazem-me a folha", replicou timidamente Pacheco Pereira, entre os risos do moderador e do outro comentador, Lobo Xavier, gestor, também antigo dirigente do CDS, que lá introduz um apontamento mais racional à conversa - afinal, Pacheco Pereira apoia, através da associação Ephemera, a equipa de veteranos do clube da terra onde instalou a sua biblioteca, a Marmeleira, Rio Maior.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

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Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.