Premium "Há uma revolução"

Para quem como eu era uma criança no 25 de Abril, a vida confunde-se com a história da democracia. Impossível imaginar-me a crescer no país que ficou para trás, antes da frase que me acordou.

Há tantos anos a escrever em revistas e jornais, tantos anos desde ter 10 anos e ser um dia de abril e de escola - era quinta-feira -- e acordar com a minha mãe a dizer "há uma revolução" e não me lembrar se alguma vez o escrevi.

Sobre o 25 de Abril escrevi muito, claro. E sobre a democracia, sobre ser absoluta e rotundamente falso que nos tenha falhado -com números e dados sobre as conquistas destas décadas, de como um país miserável com mortalidade infantil terceiro-mundista (hoje entre as 10 menores do mundo), analfabetismo superior a 20% e grande parte da população sem saneamento básico, água canalizada ou eletricidade conseguiu em poucos anos superar o seu atraso, ombreando com os mais desenvolvidos. De como isso nos deve orgulhar. De como é ridículo haver quem diga "antes vivia-se melhor".

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Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.