Premium No dia das presidenciais irlandesas a única incógnita é sobre a blasfémia

Popular Michael D. Higgins tem cinco adversários (entre eles três "tubarões"), mas sondagens dizem que terá o apoio de dois terços dos eleitores e a vitória garantida. Irlandeses votam também num referendo para descriminalizar a blasfémia, num resultado que poderá ser mais uma prova da perda de influência católica.

"Cancro dos ossos em crianças, o que é isso? Como se atreve? Como se atreve a criar um mundo onde existe tanta miséria? Não está certo. Por que é que eu devia respeitar um deus caprichoso, mesquinho e estúpido que cria um mundo cheio de injustiças e dor?" Esta foi a resposta do humorista britânico e conhecido ateísta Stephen Fry, em janeiro de 2015, no programa O Sentido da Vida da televisão irlandesa RTÉ, quando lhe perguntaram o que diria a Deus se, quando morresse, descobrisse que ele afinal existe. "O deus que criou este universo - se foi criado por um deus - é claramente um maníaco, completamente maníaco. Completamente egoísta", afirmou.

Um telespetador não gostou e apresentou queixa contra Fry na polícia irlandesa, chamando a atenção internacional em maio de 2017 para o facto de a blasfémia (declaração insultuosa ou ofensiva em relação a uma divindade ou religião) ser um crime na República na Irlanda, punível com uma multa até 25 mil euros.É isso que os eleitores irlandeses podem mudar hoje, num referendo para descriminalizar a blasfémia, que ocorre em simultâneo com as eleições presidenciais que devem dar um novo mandato de sete anos ao atual AUachtarán Michael D. Higgins.

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