Exclusivo Tancos. Denúncia desvalorizada, "lista" ignorada e uma mão-cheia de quase nada

Duas semanas de audições na comissão de inquérito a Tancos, com chefes e ex-chefes máximos das secretas, segurança interna e Ministério Público (MP), serviram de quase nada para a descoberta da verdade sobre as consequências e responsabilidades políticas do assalto aos paióis. Nesta terça-feira é ouvido Luís Neves, atual diretor da Polícia Judiciária.

Um ex-chefe das secretas a quem "escapou" uma importante reunião onde o Exército deu informações sobre o furto de Tancos e só soube do assalto pelos jornais; a sucessora que desvaloriza uma "lista de compras" de traficantes, com material idêntico ao furtado; uma coordenadora de polícias que descarta possíveis ligações do roubo a terroristas ou traficantes internacionais - duas das pistas que ainda estão a ser investigadas pelo Ministério Público; uma ex-procuradora-geral da República (PGR) a assumir que houve uma denúncia a alertar para o furto, dois meses antes de este acontecer, que era "demasiado superficial" para se avisar o Exército e as Forças de Segurança; a sucessora a garantir que essa denúncia "nunca foi desprezada" pela investigação; por último, o ex-diretor nacional da PJ - que coadjuva o MP na investigação, a revelar que nunca soube de tal denúncia e que até investigou "roubos mais bem planeados".

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