Exclusivo Robôs que fazem tudo - e roboas que fazem ainda melhor

Enquanto estávamos distraídos, talvez olhando para ontem, o futuro chegou.

Em Pasadena, na Califórnia, há restaurantes em que os cozinheiros são robôs e, ao contrário dos cozinheiros humanos, podem passar o dia diante de um forno enfumaçado e a 80 graus sem tossir, suar ou se queixar da insalubridade do emprego. Esses robôs assam pizas, grelham hambúrgueres e fritam batatas, salpicam queijo ralado, aplicam mostarda ou ketchup e despejam a quantidade exata de sal sobre cada prato. Embrulham-nos carinhosamente, processam o pagamento pelo cartão de crédito e, em carro autônomo, vão levá-los à casa dos clientes que os pediram por telemóvel ou pela internet. Não é necessário dar propina, nem mesmo agradecer. Aos clientes, basta aplicar o guardanapo ao pescoço e comer - até ao dia em que inventarem um robô que também coma por eles.

Já em Las Vegas, há dias, uma feira internacional de informática apresentou uma casa em que o dono, por simples comando de voz, ordena ao aspirador de pó que limpe a sala, ao micro-ondas que esquente o jantar, à pia que lave a louça, à televisão que sintonize num programa xis e às pantufas que saiam do armário e venham calçar os seus pés. Eu sei, estou exagerando - mas não muito. O aspirador, o micro-ondas, a pia e a televisão robôs existem de verdade e foram apresentados na tal feira. Só inventei as pantufas autônomas, mas quem pode garantir que, dentro de poucos anos, elas já não existam? O único problema desses aparelhos que respondem à voz do usuário é que este precisa falar num código que eles entendam - código este que é quase uma língua estrangeira, cheia de senhas com números e letras. Donde não é possível, ao chegar da rua, dar um tapinha na barriga do seu robô cozinheiro e perguntar o que ele preparou para você. Certos robôs não gostam dessas intimidades, principalmente vindas de humanos.

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