Premium O rapper açoriano "é machão, mas não é machista"

Balada Brassado. Na primeira entrevista a um jornal nacional, o músico micaelense revela identidade por trás da personagem, fala das novas canções e da visão para os Açores. Com aquele sotaque "todo chouriço, não sabes?".

O Balada é desafiante, cospe "com cara de mauzão" e usa sacho para tirar o esterco dos cascos das patas (das vacas, entenda-se). "Ninguém não manda em mim", afirma sem tirar o chapéu. É um machão que pensa e diz o que quer, com frases para impressionar "femas" e canções repletas de ironia, construídas com muitas camadas. É rapper mas também "lavra, pesca, coze, passa", como bom micaelense. Quando não calça as botas de cano, responde ao nome de Francisco e revela uma desarmante normalidade. Como um Sansão sem cabeleireira ou um Clark Kent sem capa voadora, assume uma tendência para a introspecção - ou mesmo timidez.

Se a criatura é famosa e já foi entrevistada pelo Açoriano Oriental, o criador desfruta do anonimato, apesar de ter sido auscultado pelo Correio dos Açores como consultor e gestor de alojamentos locais. Filho de uma professora e um dentista, Francisco B. C. nasceu em Ponta Delgada há 33 anos. Começou Direito em Lisboa e acabou Turismo em Coimbra. Trabalhou em Kokkola (Finlândia), Antibes (França) e Florianópolis (Brasil), antes de regressar a São Miguel, em 2011. Inicialmente, o Brassado chamava-se Balada Lagedo - um local algo problemático em Ponta Delgada.

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