Premium Adiar ou não o Brexit? May arrisca nova derrota no Parlamento

Emenda da trabalhista Yvette Cooper, que exige um projeto de lei que força o governo a alargar o prazo do artigo 50, poderá ser o prego no caixão do executivo. Mas a primeira-ministra pode antecipar-se, prometendo um voto sobre o tema se não houver acordo até 12 de março. Corbyn apoia segundo referendo.

"Um adiamento é um adiamento, não resolve o problema", afirmou nesta segunda-feira a primeira-ministra britânica, Theresa May, reiterando que chegar a um acordo de saída do Reino Unido da União Europeia até 29 de março é possível. Mas, diante do risco de uma nova derrota no Parlamento que poderá até levar à queda do governo, May poderá prometer aos deputados que terão a possibilidade de votar num adiamento caso não seja aprovado um acordo até 12 de março.

Nesta terça-feira, a primeira-ministra volta ao Parlamento britânico para informar os deputados sobre os avanços nas negociações com Bruxelas. O espinho no acordo do Brexit continua a ser o backstop (mecanismo de salvaguarda) que tem como finalidade impedir a reintrodução de uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. Os deputados não gostam do facto de este não ter prazo limite para acabar, nem do facto de o Reino Unido não o poder retirar unilateralmente.

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O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

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