Premium Pouca terra, pouca terra. CDS quer concessionar serviços da CP

Centristas apontam alternativa ao estado das coisas: concessionar a privados determinadas partes sem privatizar a empresa. E recusam responsabilidades de governo anterior e administração.

O comboio anda degradado, chega atrasado, quando não é suprimido, e em dias de muito calor o ar condicionado estoura e foi por isto que o CDS o apanhou, já em andamento, para melhor chegar à estação das críticas ao governo socialista. Os centristas apontam uma alternativa ao estado das coisas: concessionar a privados determinados serviços.

Dirigentes e deputados do partido embarcaram nesta semana em vários itinerários pelo país para demonstrar sobre carris o "colapso" a que chegou a CP. À esquerda, PCP, BE e PEV acusam os centristas de oportunismo da parte de quem esteve antes no governo e contribuiu para a atual situação de rutura.

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Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.