Premium Antissemitismo no caminho de Corbyn para Downing Street

Apesar da crise no governo, Labour não descola nas sondagens devido a polémica antissemita, mas também à falta de alternativas ao brexit de May.

Jeremy Corbyn segura uma coroa de flores enquanto olha para quem tira a fotografia. Estamos em 2014, um ano antes de ser eleito líder do Labour, num cemitério em Tunes. O então deputado diz que estava numa cerimónia de homenagem aos 47 palestinianos mortos, em 1985, num ataque aéreo israelita a uma base da Organização da Libertação da Palestina na Tunísia. Mas o tabloide Daily Mail revelou que o monumento que assinala esse evento está a mais de dez metros de distância e que, na realidade, ele estava junto à placa que assinala a campa dos membros do grupo responsável pelo massacre de 11 atletas e técnicos israelitas nos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique.

Este foi só mais um episódio numa longa série de acusações de antissemitismo contra Corbyn ou o Partido Trabalhista, que teimam em não desaparecer por muito que o Labour as desminta ou lembre o passado de ativista dos direitos humanos e antirracismo e intolerância do seu líder. Isso, juntamente com uma posição não comprometedora sobre o brexit e propostas económicas radicais na economia, são um entrave no caminho até ao número 10 de Downing Street.

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