Premium Boris Johnson vende eleições, mas oposição só compra com garantias

A jogada do primeiro-ministro de juntar a discussão e o voto do acordo do Brexit a eleições fica dependente da resposta de Bruxelas, que por sua vez aguarda os próximos capítulos da novela. O governo de Boris Johnson ameaça entrar em greve.

"Se o líder da Câmara [Jacob Rees-Mogg] quer eleições no dia 12 de dezembro poderá explicar à câmara qual foi o propósito do Discurso da Rainha?" A pergunta do deputado liberal democrata Tom Brake sintetiza o estado da política no Reino Unido. O Discurso da Rainha, que resume as prioridades governamentais, foi proferido no dia 14 e discutido entretanto, tendo sido interrompido com a apresentação do acordo alcançado entre o governo e Bruxelas. Nesta quinta-feira a discussão do Discurso chegou ao fim com a sua aprovação, com uma margem de 16 votos. A segunda vitória de Boris Johnson na Câmara dos Comuns acabou abafada com o anúncio de que o primeiro-ministro iria pedir eleições antecipadas.

Após uma reunião com a equipa governamental, Johnson disse que iria apresentar na segunda-feira uma moção ao parlamento com o objetivo de convocar eleições gerais no dia 12 de dezembro. "Com franqueza, chegou a altura de a oposição reunir coragem para se submeter ao julgamento do nosso chefe coletivo, o povo", disse à Sky News.

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