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Oeiras

O faroeste numa colina em Oeiras, onde em vez de cowboys há artistas

A chegada de Rui, Michel e Daniela ao antigo quartel militar causou estranheza na comunidade. Em 2004, largaram a sua companhia de teatro nómada para fixar os pés na terra e formar "o maior centro de música do país".

O que têm em comum uma sucata no Texas e um espaço cultural numa colina de Oeiras? Foi em 1995, numa viagem aos Estados Unidos da América, que o português Rui Gago e o lusodescendente Michel Gigolo sonharam, pela primeira vez, o que viria a ser os Nirvana Studios. "Queríamos um lugar que desse resposta às pessoas que, a meio da madrugada, têm inspiração para tocar bateria e não têm onde o fazer", conta Rui. E onde "uma bailarina clássica valesse tanto quanto um graffiter".

Algures naquele ano, enquanto regateavam com um sucateiro a compra de velhas motas Harley-Davidson, em El Paso, apreciaram uns contentores por onde iam entrando inúmeras bandas para ensaiar. Simples e decrépitos contentores, é certo, mas algo ali os despertou. Aguardaram pela oportunidade de fazerem a ideia migrar para Portugal. E em 2004, quando o país vibrava com um Europeu de futebol, eles deram início ao sonho, juntamente com outra amiga. Formariam, então, "o maior centro de música do país", apressa-se Rui Gago, 49 anos, a dizer.

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