Manuel de Arriaga, o primeiro Presidente

A primeira página deste dia era quase monotemática, relatando tudo quanto havia que saber sobre o Presidente e a República.

"O primeiro Presidente da República Portuguesa: é eleito o Dr. Manuel d'Arriaga". Assim titulava quase de ponta a ponta o Diário de Notícias deste dia 25 de agosto de 1911.

Na véspera, Manuel de Arriaga fora o escolhido para suceder a Teófilo Braga - que presidia ao governo provisório desde a implantação da República e viria a ter de completar o mandato presidencial quando Arriaga é obrigado a sair, a 29 de maio de 1915.

A longa peça destacava os detalhes da eleição do Presidente pela Assembleia Nacional Constituinte, o discurso de Arriaga e a "grande ovação" quando foi proclamado PR - com 121 votos contra os 86 de Bernardino Machado, os quatro de Duarte Leite e um de Alves da Veiga e de Magalhães Lima, além de quatro brancos.

"Há muito que fazer em benefício da nação", escrevia-se, e um pouco adiante especificava-se o maior dos desafios inerentes ao cargo que acabava de ser criado no país: "O primeiro dever de um chefe de Estado é manter com imparcialidade o equilíbrio da política. Juiz e poder moderador, simultaneamente, o seu duplo papel é tão nobre e tão grandioso que pode deixar atrás de si um coro de bênçãos e de saudades..."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Tempo de fugir de casa para regressar à terra

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.