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25 de Abril

Como os versos provocadores de Grândola conseguiram passar na Censura

A história que ainda havia por contar sobre as cantigas que serviram de senha e contrassenha ao 25 de Abril. E o estranho caso do desaparecimento dos originais das músicas que fizeram a banda sonora da Revolução dos Cravos.

"Foi uma sucessão de eventos extraordinários", diz Arnaldo Trindade, 84 anos, sentado no mesmo cadeirão amarelo onde costumava passar horas à conversa com Zeca. A peça de mobiliário transitou de casa em casa e hoje está estacionada no escritório de uma habitação da Foz, no Porto. A banda sonora da revolução construiu-se, em boa medida, à volta desta poltrona.

Em 1956, Arnaldo Trindade fundou a Orfeu, a editora discográfica que gravou aquilo que o país hoje apelida de cantores de intervenção, mas que insiste em chamar de música popular portuguesa. José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho e Fausto, Vitorino e Janita Salomé editaram com ele grande parte das suas obras.

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