Premium Os Muse em festival privado

A banda britânica está de regresso a Portugal para um concerto em nome próprio no Passeio Marítimo de Algés, que, pouco mais de uma semana depois do NOS Alive, volta a receber mais uma enchente.

É já bem antiga a história de amor entre o público português e os Muse, que tocaram pela primeira vez por cá no dia 23 de agosto de 2000, no já extinto festival da ilha do Ermal, em Vieira do Minho. A banda composta por Matthew Bellamy (guitarrista e vocalista), Christopher Wolstenholme (baixista) e Dominic Howard (baterista) tinha acabado de editar o álbum de estreia Showbizz e apesar de desconhecida para a maior parte dos presentes, então mais interessados em assistir aos de Limp Bizkit ou Deftones, conseguiram dar um dos mais elogiados concertos do festival.

Desde então tornaram-se presença assídua nos palcos nacionais, em nome próprio ou como cabeças-de-cartaz dos principais festivais nacionais, como no ano passado, no Rock in Rio, onde já haviam tocado também em 2010, sempre com concertos esgotados, como deverá acontecer novamente hoje no Passeio Marítimo de Algés, onde há pouco mais de uma semana decorreu o NOS Alive.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.