Premium Mueller no Congresso. Revelações explosivas ou não? Eis a questão

Revelações explosivas? Momento de inflexão em relação ao impeachment de Trump? O que acontecerá durante e depois da comparência do procurador especial Robert Mueller no Congresso? Em causa, mais uma vez, as interferências russas nas presidenciais de 2016 nos EUA e as alegações de conluio e de obstrução da justiça por parte do presidente republicano.

Depois de ter dito, a 29 de maio, que não o faria, depois de um adiamento, Robert Mueller vai nesta quarta-feira ao Congresso norte-americano falar sobre a investigação especial que conduziu acerca das interferências russas na campanha para as eleições presidenciais de 2016 nos EUA e o eventual conluio entre os russos e Donald Trump, bem como uma eventual tentativa de obstrução à justiça por parte do republicano que venceu essas eleições e é hoje presidente dos EUA.

Numa carta, com a data de segunda-feira, 22 de julho, o Departamento de Justiça norte-americano pediu ao ex-procurador especial que limite o seu testemunho no Congresso ao relatório - de 448 páginas - que já foi publicado sobre aquela questão. Mueller, de 74 anos, é instado a não avançar com novos detalhes sobre a sua investigação. A carta enviada ao procurador especial está assinada pelo procurador-geral adjunto dos EUA Bradley Weinsheimer.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.