Premium É este o eixo do mal de Donald Trump?

"Nunca mais voltes a ameaçar os EUA", disse, nesta segunda-feira, Trump ao Irão. O regime de Teerão é só um dos seus inimigos. Embora, pelas mais distintas razões, haja outros. Uma espécie de eixo do mal.

Foi a 29 de janeiro de 2002, sensivelmente um ano antes de invadir unilateralmente o Iraque, que George W. Bush, então presidente dos EUA, definiu perante o Congresso, no seu discurso do estado da União, aquilo a que chamou o eixo do mal. Irão, Iraque e Coreia do Norte foram os países que incluiu na lista de inimigos, acusando-os de apoiarem o terrorismo e de terem, ou quererem ter, armas de destruição maciça.

Quatro meses mais tarde, o então subsecretário de Estado de Bush, John Bolton, hoje conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump, alargava o conceito e incluía no eixo do mal também Cuba, Líbia e Síria.

Entretanto muito mudou, nesses países e nos EUA, nomeadamente com a eleição de Trump para a Casa Branca em 2016. Uns saíram da lista de inimigos dos EUA. Outros permanecem lá. Outros, tem dias.

Dependendo dos interesses, da conjuntura do momento e das mais variadas razões, o atual chefe do Estado norte-americano vai enumerando os seus inimigos. Que não são só, forçosamente, Estados. E não só por razões belicistas. Fá-lo em entrevistas ou em declarações aos jornalistas. Mas sobretudo através da conta que tem na rede social Twitter.

Eis aqui o que já disse, escreveu ou fez em relação aos mais variados atores, líderes, países ou blocos de países.

Irão

Depois de ter retirado os EUA do acordo sobre o nuclear com o Irão, apesar de os seus parceiros europeus manterem o apoio ao mesmo, Trump mantém a pressão sobre o regime iraniano ao mesmo tempo que dá todo o apoio ao regime israelita. Teerão e Telavive são os dois maiores inimigos um do outro e todos - não só no Médio Oriente - temem o dia em que haja um confronto aberto entre Irão e Israel.

No domingo, o presidente do Irão, Hassan Rouhani, em declarações feitas numa reunião com diplomatas, deixou um aviso: "Senhor Trump, não puxe os bigodes do leão pois iria acabar por se arrepender. Os Estados Unidos deveriam saber que a paz com o Irão é a mãe de toda da paz e que a guerra com o Irão é a mãe de todas as guerras."

A resposta de Trump a Rouhani não tardou e chegou, uma vez mais, através do Twitter. E em letras maiúsculas. "Para o presidente iraniano Rouhani: NUNCA MAIS VOLTE A AMEAÇAR OS ESTADOS UNIDOS OU IRÁ SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA FORMA QUE NENHUM OUTRO ALGUMA VEZ SOFREU AO LONGO DA HISTÓRIA. NÃO SOMOS MAIS UM PAÍS QUE DEIXA PASSAR AS VOSSAS PALAVRAS DEMENTES DE VIOLÊNCIA E MORTE. TENHAM CUIDADO!"

Além de acusar o Irão de não ser sério na intenção expressa de abandonar um programa nuclear com fins militares, Trump critica o apoio do regime dos ayatollahs ao regime do presidente Bashar al-Assad na Síria. Em maio, o secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, enumerou num discurso as 12 exigências dos EUA para voltar a um qualquer acordo sobre o nuclear com o Irão. Entre elas estava a retirada de todas as forças sob comando iraniano de território sírio e o fim de todas as ameaças contra vizinhos como Israel ou Arábia Saudita.

A troca de ameaças entre Trump e Rouhani causou impacto nos mercados internacionais e as bolsas abriram no vermelho nesta segunda-feira. E as reações foram um misto. "As declarações de Trump contra o Irão enquadram-se numa guerra psicológica. Ele não está em posição para agir contra o Irão", declarou o general Gholam Hossein Gheypour, segundo a agência noticiosa iraniana ISNA. "Quero prestar homenagem à posição forte expressada ontem [domingo] pelo presidente Trump e o secretário de Estado Mike Pompeo contra a agressividade do regime no Irão", disse o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do seu governo.

A Alemanha, maior economia da União Europeia, que a nível geopolítico opta praticamente sempre pela neutralidade, "apoia o diálogo e as negociações", afirmou nesta segunda-feira, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão. Christofer Burger acrescentou que Berlim apela a que seja exercida "moderação e retórica de desarmamento" por ambas as partes.

Síria

Na sequência da Primavera Árabe, que derrubou líderes de vários regimes, como por exemplo Muammar Kadhafi na Líbia, começou em março de 2011 um movimento de contestação ao regime do presidente Bashar al-Assad. Mas, ao contrário dos outros ditadores, Assad não caiu. O que se seguiu foi uma guerra sangrenta, com múltiplos atores envolvidos, do Estado Islâmico a milícias xiitas. O conflito já fez, segundo a ONU, cerca de meio milhão de mortos. Além disso, há 5,6 milhões de refugiados sírios, além de 6,5 milhões de pessoas deslocadas internamente.

Os EUA começaram por intervir apoiando apenas a coligação que bombardeava o Estado Islâmico. O antecessor de Trump, Barack Obama, afirmou que o uso de armas químicas pelo regime sírio seria, do ponto de vista dos EUA, a linha vermelha que Assad não poderia ultrapassar. Mas o certo é que os ataques químicos aconteceram - embora o regime sírio tenha negado estar na sua origem - tendo Obama aceitado uma solução negociada pela Rússia no sentido de o regime sírio se desfazer de todas as armas químicas que ainda tinha em seu poder.

Chegado ao poder, em face de dois ataques químicos que vitimaram civis, um em 2017 e outro já este ano, Trump decidiu intervir. Três dias após o ataque químico que fez 74 mortos e 557 feridos em Khan Sheikhoun, a 4 de abril do ano passado, o presidente republicano autorizou o disparo de 59 mísseis Tomahawk contra a base militar síria de Al-Shayrat. Em abril deste ano, após novo ataque químico nos arredores de Douma, o qual deixou também pelo menos sete dezenas de mortos, muitos deles crianças, os EUA voltaram a atacar a Síria, apoiados por Reino Unido e França.

Os alvos foram um centro de investigação em Damasco e duas instalações que serviriam para armazenar armas químicas em Homs. Uma delas serviria para guardar stocks de gás sarin. Antes do ataque, Trump avisou, através do Twitter, o regime de Assad, mas também os países que o apoiam, citando o Irão e a Rússia, de forma muito específica.

"Muitos mortos, incluindo mulheres e crianças. Ataque QUÍMICO na Síria. A área visada está cercada pelo Exército sírio, completamente inacessível ao mundo. O presidente Putin, a Rússia e o Irão são responsáveis por apoiarem o Animal Assad. Preço muito elevado a pagar. Abram imediatamente a área para ajuda médica e verificação. Outro desastre humanitário sem qualquer razão. DOENTIO! Se o presidente Obama tivesse ultrapassado a Linha Vermelha conforme disse, o desastre sírio teria acabado há muito! O Animal Assad já seria história", escreveu, em três tweets consecutivos, o presidente dos EUA, Donald Trump.

Rússia

Apesar de ter classificado a Rússia como um dos inimigos dos EUA numa entrevista recente à CBS News, de ter escrito no Twitter que a relação entre os EUA e a Rússia nunca esteve tão má como hoje, o certo é que, durante o seu encontro com o presidente Vladimir Putin em Helsínquia, na Finlândia, na semana passada, Trump se revelou algo conivente. E isso não passou em branco.

"Nenhum presidente [norte-americano] se rebaixou tanto diante de um tirano", acusou John McCain, antigo candidato à Casa Branca. O senador republicano emitiu um comunicado no qual refere que a conferência de imprensa Trump-Putin foi "um dos piores momentos da história da presidência norte-americana". "Foi um erro trágico", acrescentou.

Uma das afirmações mais polémicas de Trump no encontro de Helsínquia está relacionada com as alegadas interferências russas nas eleições norte-americanas de 2016. Houve "zero conluios" com a Rússia, disse Trump. "O presidente Putin disse que não foi a Rússia. Não vejo razões para o ser", sublinhou o presidente dos EUA, que, desta forma, parece preferir acreditar mais no seu homólogo russo do que nos serviços de informações do seu país.

Perante a atitude que Trump demonstrou no encontro, o senador republicano Jeff Flake mostrou-se incrédulo. "Nunca pensei ver o dia em que um presidente americano subisse ao palco com o presidente russo e culpasse os EUA pela agressão da Rússia. Isto é vergonhoso", lamentou no Twitter.

Também nas redes sociais, o ex-diretor da CIA John O. Brennan escreveu que o comportamento de Trump excede o limiar de altos crimes e contravenções. "Não foi nada menos do que traição", destacou. "Não só os comentários de Trump foram imbecis como ele está totalmente nas mãos de Putin", acusou.

Após tantas críticas, Trump veio esclarecer que não cedeu nada. E culpou os media mais uma vez pela informação passada. "Quando ouvirem as fake news a falar negativamente sobre o meu encontro com o presidente Putin, e tudo o que cedi, lembrem-se, não cedi nada, simplesmente falámos sobre os futuros benefícios para ambos os países", escreveu no Twitter.

Apesar disso, nos dias seguintes Trump alimentou a polémica ao anunciar a intenção de manter uma segunda reunião com o seu homólogo russo, após o "grande êxito" da cimeira em Helsínquia.

Isso e referências a uma eventual terceira guerra mundial que pode começar no Montenegro, durante uma entrevista à Fox News, engrossaram ainda mais as críticas e as teorias de que a Rússia pode ter informações comprometedoras sobre o presidente dos EUA. Sejam elas de cariz sexual ou outro.

A revista Time fez uma capa alusiva a Vladimir Trump, uma junção dos presidentes russo e americano, como sendo um só. No Politico, o chefe de redação da Magazine, Blake Hounshell, escreveu um artigo intitulado: "Porque já não sou um cético em relação ao Russiangate?" Este é apenas um dos artigos que foram publicados nesse sentido. Muitos outros houve no The Washington Post ou no TheNew York Times.

China

Há muito que Trump vinha acusando a China de concorrência desleal. Já o fazia antes de ser eleito. Agora, apesar da sua declarada amizade com o presidente chinês, Xi Jinping, que muito o terá ajudado a conseguir entrar em sintonia com o norte-coreano Kim Jong-un, EUA e China lançaram-se na "maior guerra comercial da história".

No início deste mês entraram em vigor as tarifas de uma lista de 1300 produtos importados da China, num valor de 34 mil milhões de dólares. Logo em seguida, o Ministério das Relações Exteriores chinês anunciou que medidas retaliatórias entraram em vigor imediatamente depois. Em específico, "taxas alfandegárias adicionais de 25%" foram impostas a uma quantidade igual de produtos dos EUA. De automóveis a pés de galinha, passando por cabeças de porco, há de tudo um pouco no menu desta guerra comercial.

Não satisfeito, Trump voltou a ameaçar há dias a China, admitindo estar disposto a avançar com impostos alfandegários sobre 505 mil milhões de dólares. Ou seja: aproximadamente o valor total das importações chinesas feitas pelos EUA em 2017.

Perante a constante pressão dos EUA, o presidente chinês, citado no final de junho pelo The Wall Street Journal, deixara já um aviso, num encontro com executivos de grandes empresas ocidentais: "No Ocidente existe a noção de que quando alguém nos dá uma bofetada numa face, nós oferecemos a outra. Na nossa cultura, nós devolvemos a bofetada."

Por estes dias, Xi Jinping encontra-se em África a promover a sua ideia de "uma nova Rota da Seda". Na quarta-feira será, tal como Vladimir Putin, um dos líderes presentes na cimeira dos BRICs (os chamados países emergentes) na África do Sul.

União Europeia

Falando na semana passada à CBS News, no seu campo de golfe em Turnberry, na Escócia, Trump enumerou os países ou blocos de países que considera serem "inimigos" dos EUA. "Quem são, globalmente, neste momento, os seus inimigos?", perguntou-lhe o jornalista.

"Bem, eu acho que temos muitos inimigos. Acho que a União Europeia é um inimigo, por causa do que nos fazem em termos comerciais. Não seria óbvio pensar na União Europeia, mas eles são um inimigo. A Rússia, em certos aspetos, é um inimigo. A China, economicamente, é certamente um inimigo. Mas isso não significa que sejam maus, só que são concorrentes. Querem dar-se bem. Nós também", declarou o presidente norte-americano no âmbito do programa Face the Nation.

Questionado sobre o facto de estar a pôr a UE no mesmo saco do que a Rússia e a China, Trump respondeu: "A UE é muito difícil (...) em termos comerciais aproveitaram-se mesmo de nós. Muitos países estão na NATO e não estavam a pagar as suas contas."

Antes da Escócia, Trump passou por Londres e Bruxelas. Tentou fazer estragos. E, pelo meio, ainda anunciou que pretende voltar a ser o candidato dos republicanos à Casa Branca nas presidenciais de 2020. Segundo disse a primeira-ministra britânica, Theresa May, ao programa de Andrew Marr na BBC, Trump aconselhou-a "a processar a União Europeia" por causa do brexit. Isto numa altura em que o impasse nas negociações entre britânicos e a UE se mantém e a Comissão Europeia até já pediu aos outros países que preparem planos de contingência para o caso de uma saída desordenada do Reino Unido da UE em março de 2019.

Em entrevista ao tabloide The Sun, o mesmo Trump critica Theresa May por estar a arruinar os objetivos do brexit com a sua abordagem "suave" nas negociações com Bruxelas. Além disso, considerou que Boris Johnson, que há pouco tempo se demitiu do governo de May precisamente por discordar do brexit suave, daria um "excelente" primeiro-ministro.

Durante a cimeira da NATO, que precedeu a visita ao Reino Unido, Trump suscitou um clima de forte tensão entre os aliados, acusando-os de quererem viver à sombra da proteção dos EUA sem investir em defesa. Voltou a defender que os 29 dediquem 2% do seu produto interno bruto a despesas de defesa, pelo meio terá sugerido que poderia tirar o seu país da Aliança Atlântica, acabando a exigir 4% em vez de 2%. No final cantou vitória e mostrou-se disponível para ajudar alguns Estados membros da organização a adquirir mais armamento.

Coreia do Norte

O regime liderado por Kim Jong-un parece estar, por agora, fora da lista de inimigos número um de Trump. Mas isso não quer dizer que, a qualquer momento, não posso voltar a entrar nela.

Depois de, no passado, ter classificado o presidente da Coreia do Norte como "homem-foguete" e dirigido várias ameaças ao seu regime, Trump reuniu-se com ele em Singapura a 12 de junho.

Este encontro de alto nível, para o qual muito terão contribuído os presidentes da China e da Coreia do Sul, aconteceu depois de uma cimeira intercoreana em Panmunjeon, na qual participaram Kim Jong-un e o chefe do Estado sul-coreano, Moon Jae-in.

A Coreia do Norte parou com os seus disparos de mísseis e fez saber que está comprometida com a desnuclearização. Ainda nesta segunda-feira Trump fez questão de sublinhar isso.

"Nenhum foguete é lançado pela Coreia do Norte há nove meses. Igualmente, nenhum teste nuclear. O Japão está feliz, toda a Ásia está feliz. Mas as fake news estão a dizer, sem sequer me perguntarem (sempre fontes anónimas), que estou zangado porque não avança mais rapidamente. Errado, estou muito feliz", escreveu na sua conta de Twitter.

Durante a cimeira de Singapura, Trump fez continência a um general norte-coreano, segundo imagens posteriormente divulgadas por Pyongyang. Algo totalmente invulgar para um chefe de Estado norte-americano.

O presidente dos EUA confessou inclusivamente a sua admiração por Kim Jong-un. "Ele é um dirigente forte. Não deixem ninguém pensar o contrário. Ele fala e as pessoas param para ouvi-lo. Quero que o meu povo faça o mesmo", disse a um jornalista da Fox News, acrescentando mais tarde: "Estou a brincar. Não percebes o sarcasmo?!"

Media

Fake news e factos alternativos foram dois termos cunhados pela administração de Donald Trump. Sempre que possível, o presidente norte-americano tenta usar os media como bode expiatório ou como escudo para se livrar de críticas ou passar culpas. CNN, The Washington Post, The New York Times, entre outros, são os seus alvos mais habituais.

No início de julho, o multimilionário republicano antecipou que jornais como estes desaparecerão dentro de sete anos. "O Twitter está a livrar-se de contas falsas dos seus registos. Será que isso vai incluir o decadente The New York Times, a máquina de propaganda da Amazon, o The Washington Post, que cita constantemente fontes anónimas que, na minha opinião, não existem - estarão ambos fora de circulação em sete anos!", escreveu Trump na conta que tem nesta rede social.

Nesta segunda-feira, o presidente voltou à carga. "A Amazon e o The Washington Post enlouqueceram em relação a mim desde que perderam o caso dos impostos por internet no Supremo Tribunal dos EUA há dois meses. Os próximos são os Correios dos EUA, que utilizam uma parte do custo real, como repartidor por uma grande percentagem das suas encomendas... na minha opinião o The Washington Post não é mais do que um caríssimo (o jornal gasta uma fortuna) lóbi da Amazon. É usado como barreira de proteção contra as acusações de concentração que muitas consideram que existe?", escreveu o presidente no Twitter. Trump, um homem de negócios por natureza, insiste que a Amazon "tem de pagar os custos reais (e impostos) agora!"

FBI

A guerra entre Trump e FBI vai dar à... Rússia. Como aliás se viu na semana passada, quando o presidente deu a entender que confiava mais nas garantias oferecidas por Putin do que nos próprios serviços secretos dos EUA. Isto tudo no âmbito da investigação em curso para apurar se a Rússia interferiu ou não nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016 e se Trump estava ou não a par disso.

Partes de documentos divulgados no sábado nos EUA, ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação, mostram o FBI a dizer ao tribunal que Carter Page, ex-assessor de campanha de Trump, "vem colaborando e conspirando com o governo russo". E ainda que "o FBI acredita que Page tem sido alvo de recrutamento direcionado pelo governo russo".

Do ponto de vista do presidente norte-americano, segundo os tweets que fez no domingo, os documentos divulgados, que assentam em escutas telefónicas a Page, nada provam. Para ele, os documentos "confirmam quase sem dúvidas que o Departamento de Justiça e o FBI enganaram os tribunais. Caça às bruxas defraudada, uma farsa!"

Trump considera que só está a ser investigado por ter demitido James Comey de diretor do FBI. O presidente afastou Comey da chefia do FBI, em maio de 2017, desencadeando uma disputa no Departamento de Justiça que levou à nomeação de Robert Mueller como conselheiro especial para investigar uma alegada interferência da Rússia, durante as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Mueller está também a investigar uma possível obstrução à justiça por parte de Trump, e as razões que levaram à demissão de Comey. O ex-diretor do FBI diz ter sido pressionado para encerrar uma investigação sobre o antigo assessor de segurança nacional Michael Flynn. Comey afirma que Donald Trump pediu-lhe para abandonar a investigação sobre Flynn, envolvido no caso da alegada ingerência russa nas presidenciais.

Em entrevista à ABC, em abril deste ano, a propósito do lançamento do seu livro Uma Lealdade mais Elevada, Comey acusou Trump de agir motivado apenas pelo ego e de ser "moralmente inapto" para ocupar o cargo de presidente dos EUA.​​​​​

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