Premium É este o eixo do mal de Donald Trump?

"Nunca mais voltes a ameaçar os EUA", disse, nesta segunda-feira, Trump ao Irão. O regime de Teerão é só um dos seus inimigos. Embora, pelas mais distintas razões, haja outros. Uma espécie de eixo do mal.

Foi a 29 de janeiro de 2002, sensivelmente um ano antes de invadir unilateralmente o Iraque, que George W. Bush, então presidente dos EUA, definiu perante o Congresso, no seu discurso do estado da União, aquilo a que chamou o eixo do mal. Irão, Iraque e Coreia do Norte foram os países que incluiu na lista de inimigos, acusando-os de apoiarem o terrorismo e de terem, ou quererem ter, armas de destruição maciça.

Quatro meses mais tarde, o então subsecretário de Estado de Bush, John Bolton, hoje conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump, alargava o conceito e incluía no eixo do mal também Cuba, Líbia e Síria.

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Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.