O dragão passa Natal a sorrir. A Supertaça é azul pela 22.ª vez

Um penálti de Sérgio Oliveira e um golo de Luis Díaz perto do final valeram o troféu ao FC Porto que foi a melhor equipa frente a um Benfica que teve em Grimaldo o jogador... mais perigoso.

O FC Porto conquistou esta quarta-feira a 22.ª Supertaça da sua história e a 11.ª primeira em duelos com o Benfica. Em Aveiro, a equipa de Sérgio Conceição fez valer a maior consistência e qualidade na sua organização para vencer por 2-0 graças a um penálti de Sérgio Oliveira e a um golo de Luis Díaz nos instantes finais.

A tradição nesta competição manteve-se e, desta vez, vale um Natal passado com um sorriso de orelha a orelha por parte dos dragões. Afinal, além do troféu, conquistaram a quarta vitória consecutiva em clássicos sobre o Benfica e o terceiro título consecutivo, sempre no duelo com os encarnados, pois juntaram a Supertaça à Liga e à Taça de Portugal da época passada.

Com as bancadas vazias, o clássico teve uma primeira parte muito pobre com muita luta, é certo, mas poucas possibilidades de qualquer uma das equipas se aproximar das balizas adversárias. A principal preocupação era evitar o adversário jogasse e, nesse capítulo, o FC Porto mostrou melhores argumentos, afinal os seus jogadores eram quase sempre mais fortes nos duelos.

E a maior prova de que o futebol praticado era tudo menos entusiasmante é que foi preciso esperar até ao minuto 25 para se ver um remate enquadrado com a baliza. E foi de penálti, que Sérgio Oliveira se encarregou de marcar e colocar os dragões em vantagem. O lance mereceu a atenção do VAR, uma vez que o árbitro assistente assinalou fora-de-jogo, que afinal não se confirmou, pelo que validou o derrube de Vlachodimos a Mehdi Taremi, naquele tipo de penálti clássico entre avançado e guarda-redes.

Mais uma vez, o Benfica de Jorge Jesus estava em desvantagem num jogo, algo que já se tornou tradição esta época (nona vez em 21 jogos e só venceu dois). E a tarefa que os encarnados tinham pela frente era gigantesca, tendo em conta a organização defensiva dos portistas e a entreajuda dos seus jogadores.

Só que não demorou muito para que Grimaldo estivesse perto do empate, surgindo nas costas da defesa contrária, após excelente passe de Waldschmidt. No entanto, Marchesín fez uma grande defesa e negou o golo naquela que foi a única jogada perigosa de bola corrida em toda a primeira parte.

Para a segunda parte, o FC Porto teria apenas de manter o controlo da partida como o havia feito até aí, já o Benfica precisava de pressionar mais, jogar com mais velocidade nas trocas de bola e não continuar a apostar nas correrias de Rafa ou Darwin, facilmente encurralados pela organização defensiva da equipa de Sérgio Conceição.

Grimaldo e pouco mais frente a dragão mais perigoso

Só que o Benfica não conseguiu mudar a sua forma de jogar, tendo até se tornado mais vulnerável porque, com o cansaço acumulado, Taarabt iniciou o já habitual festival de passes falhados e perdas de bola. Agradeceu o FC Porto que, com mais agressividade sob o portador da bola, manteve os encarnados à distância e passou a criar mais perigo junto da baliza de Vlachodimos.

O guarda-redes do Benfica foi evitando males maiores, ao parar um remate de Uribe e a evitar o golo a Mbemba, num lance em que Otamendi primeiro e depois Gilberto também evitaram que Taremi e Marega marcassem. Pelo há o registo de um livre de Grimaldo que Marchesín defendeu com categoria.

Aliás, o lateral espanhol foi a maior ameaça à baliza portista, uma vez que aos 88 minutos cobrou um livre à barra. Ou seja, as três oportunidades do Benfica surgiram dos pés de Grimaldo, duas delas de bola parada, o que explica muito a pobre produção ofensiva da equipa de Jorge Jesus.

Foi já em cima do minuto 90 que o FC Porto colocou ponto final no jogo com um lance em que Jesús Corona isolou Luis Díaz que, com toda a calma do mundo, desviou a bola de Vlachodimos e fez o 2-0, que dá maior justiça àquilo que se passou no relvado de Aveiro. Afinal, ganhou a equipa mais consistente, melhor trabalhada e organizada.

Estádio Municipal de Aveiro
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)

FC Porto - Marchesin; Wilson Manafá, Pepe, Mbemba (Diogo Leite, 76'), Zaidu Sanusi; Sérgio Oliveira (Marko Grujic, 89'), Uribe, Otávio; Jesús Corona (Romário Baró, 90'+3), Marega (Toni Martínez, 89'), Mehdi Taremi (Luis Díaz, 76')
Treinador: Sérgio Conceição

Benfica - Vlachodimos; Gilberto (Diogo Gonçalves, 89'), Otamendi, Vertonghen, Grimaldo (Nuno Tavares, 89'); Rafa Silva (Seferovic, 64'), Weigl (Pedrinho, 89'), Taarabt, Everton; Waldschmidt, Darwin Núñez
Treinador: Jorge Jesus

Cartão amarelo a Weigl (31'), Pepe (36'), Sérgio Oliveira (53'), Mbemba (57'), Seferovic (90')

Golos: 1-0, Sérgio Oliveira (25' gp); 2-0, Luis Díaz (90')

FILME DO JOGO

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